Rádio Catedral FM

Rádio Catedral FM : Bem-vindo à nossa página » Blog da Rádio » Indulgências: o que são?

Indulgências: o que são?

E-mail Imprimir

As indulgências são obras boas que devem ser praticadas com profundo amor a Deus e total repúdio ao pecado já absolvido pelo sacramento da Penitência, a fim de que o amor a Deus, assim animado nos corações, apague os resquícios do pecado que costumam permanecer no cristão mesmo após a absolvição sacramental. O fiel católico que lucra uma indulgência pode aplicá-la às almas do purgatório, isto é, pedindo a Deus que o amor ao Senhor existente naquelas almas acabe de erradicar qualquer vestígio de pecado nela.

Para ter noção do que são as indulgências na Igreja, devemos aprofundar alguns pontos doutrinários:

Todo pecado acarreta a necessidade de expiação ou reparação, pois o pecado não é somente a transgressão de uma lei, mas é também a violação da ordem de coisas estabelecidas pelo criador. Por isso, para que haja plena remissão do pecado, é necessário não somente que o pecador obtenha de Deus o perdão, mas também repare a ordem violada (é o que se chama expiação). Assim quem rouba um relógio, não precisa apenas pedir perdão a quem foi roubado, mas deve também devolver o relógio ao seu dono. A própria Sagrada Escritura nos mostra que o Senhor Deus, mesmo após haver perdoado a culpa do pecador, exigiu a expiação (cf. Tb 4,11s) – ler também Catecismo da Igreja Católica (CIC), nº 1472.

1. Com a sua paixão, morte e ressurreição, Jesus adquiriu um tesouro infinito de graças para a humanidade, e confiou este tesouro à Sua Igreja. A chave deste tesouro foi dada a Pedro e seus sucessores. Não só o tesouro da Eucaristia, mas todos os méritos de Cristo foram confiados à Igreja. Falando deste “tesouro da Igreja”, o Catecismo ensina que ele são os bens espirituais da comunhão dos santos, “que não é uma soma de bens comparáveis às riquezas materiais acumuladas no decorrer dos séculos, mas é o valor infinito e inesgotável que tem, junto a Deus, as expiações e os méritos de Cristo nosso Senhor, oferecidos para que a humanidade toda seja libertada do pecado e chegue à comunhão com o Pai. É em Cristo, nosso redentor, que se encontra em abundância as satisfações e os méritos de sua redenção”. (cf. Hb 9,11-22; 7,23-25). Cristo confiou a sua Igreja as chaves para administrar o tesouro da redenção, como podemos ler em Mt 16,16-19.

2. Consciente do poder das chaves que Cristo lhe concedeu, a Mãe Igreja distribui aos seus filhos este tesouro infinito de graças. Só a Igreja, que é o “Sacramento universal da salvação da humanidade” (LG nº 48), por vontade expressa do Pai e do Filho, pode conceder as indulgências. O Catecismo ensina sobre as indulgências que: “a indulgência se obtém pela Igreja que, em virtude do poder de ligar e desligar que Cristo Jesus lhe concedeu, intervém em favor do cristão, abrindo-lhe o tesouro dos méritos de Cristo e dos santos para obter do Pai das misericórdias as remissões das penas temporais devidas aos seus pecados. Assim, a Igreja não só vem em auxílio do cristão, mas também o incita a obras de piedade, de penitência e de caridade” (CIC, 1478).

Após o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI procedeu a uma revisão da instituição das indulgências, promulgando a Constituição “Indulgentiarum Doctrina”, datada de 1967. Eis alguns traços do citado documento: a Igreja continua a conceder indulgências plenárias e indulgências parciais. Aquelas significam a remissão de toda a satisfação correspondente a pecados já absolvidos; estas, a remissão de parte desta satisfação. Fica, porém, abolida a indicação de dias e anos de indulgência parcial. O valor das indulgências parciais é doravante expresso em termos mais compreensíveis. Com efeito, sabemos que toda boa obra (prece, esmola, mortificação...) tem anexa a si um determinado mérito; se alguém realiza tal obra em espírito de contrição, adquire a remissão de uma parte de sua satisfação purgatória. Pois bem, o Papa Paulo VI determinou que as pessoas que praticam uma ação indulgenciada pela Igreja obtêm, além da remissão anexa ao ato bom como tal, uma igual remissão devida à intervenção da Igreja. Isto significa, em última análise, que a medida das indulgências parciais é a medida do arrependimento e do amor a Deus com que alguém pratica a ação indulgenciada; se o cristão a realiza com ânimo rotineiro e tíbio, pouco lucra; ao contrário, quanto mais fervor ele empenhar na execução da obra indulgenciada, tanto mais também será ele indulgenciado.

Para que alguém possa lucrar indulgência plenária, requer-se que, além de executar a obra indulgenciada, faça uma confissão sacramental, receba a Comunhão Eucarística, ore segundo as intenções do Sumo Pontífice (um Pai Nosso e uma Ave Maria, por exemplo) e não guarde o mínimo apego a qualquer pecado, ainda que seja leve. A confissão sacramental pode ser efetuada alguns dias antes ou (se não houver pecado grave) depois da obra indulgenciada. A Comunhão, porém, e a oração pelo Sumo Pontífice deverão ocorrer no dia mesmo em que se realizar a obra. Basta uma confissão sacramental para se adquirir mais de uma indulgência plenária. Requer-se, porém, uma Comunhão e uma oração pelo Santo Padre para cada indulgência plenária.

O novo catálogo de indulgências assinala várias obras de piedade como indulgenciadas. Antes do mais, porém, propõe três grandes concessões:

1. É concedida indulgência parcial a todo cristão que, no cumprimento de seus deveres e no suportar das tribulações da vida presente, levante a mente a Deus com humildade, confiança, proferindo ao mesmo tempo alguma invocação piedosa (com os lábios ou só com a mente);

2. É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de fé e de misericórdia, coloca a sua pessoa ou os seus bens ao serviço dos irmãos que padecem necessidade; e,

3. É concedida indulgência parcial ao cristão que, movido por espírito de penitência, se abstenha espontaneamente de algo que lhe seja lícito e agradável.

Mediante estas três normas, a Igreja visa estimular os seus filhos a uma vida fervorosa, animada por espírito de fé, de amor e de configuração a Cristo.

Durante todo o Ano da Fé, de 11 de outubro 2012 a 24 de novembro de 2013, segundo o Decreto “Urbis et Orbis”, da Penitenciaria Apostólica, datado de 14 de setembro, os fiéis poderão se beneficiar de Indulgência Plenária.

Em conformidade com esse decreto, o arcebispo Dom Orani João Tempesta determinou os locais de culto onde, na Arquidiocese do Rio, se concederá a Indulgência Plenária:

Vicariato Norte
Basílica Nossa Senhora de Lourdes, em Vila Isabel.

Vicariato Oeste
Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Realengo.
Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz.

Vicariato Sul
Paróquia Nossa Senhora da Glória, em Laranjeiras.
Paróquia Nossa Senhora da Paz, em Ipanema.

Vicariato Jacarepaguá
Paróquia Nossa Senhora do Loreto, na Freguesia.
Santuário Nossa Senhora de Fátima, no Recreio.

Vicariato Suburbano
Santuário da Divina Misericórdia, em Vila Valqueire.

Vicariato Leopoldina
Santuário de Nossa Senhora da Penha de França, na Penha.

Vicariato Urbano
Catedral Metropolitana de São Sebastião, Centro.
Igreja de Sant’Ana, Centro.

banner-depo

Twitter Facebook Youtube MySpace Digg